quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Ao sabor do vento

De olhos fechados e cabelos ao sabor do vento
Te vejo aqui perto em meu pensamento
Por hora tiro disso meu contento
E continuo sentado, pensativo, ao relento

Sentindo cada gota de calor que emana de teus lábios
Procuro respostas nos livros mais sábios
E ao me ver refletido em teus olhos
Do céu cai uma chuva de desejo, e me molho

E vou descobrindo cada curva de tua estrada
Como um bom músico e seu violão
Daí pra frente já não sou mais são
De olhos fechados, tato aguçado, já não penso mais nada

Um a um se vão teus segredos
Imediatamente seguidos de teus medos
Eis que reina soberana tua vontade
Revelando suprema quem és de verdade

De repente teus nãos se rendem a um único sim
Teus suspiros, ardentes, clamam por mim
Desejando insanamente que jamais tenha fim
Cada fração de segundo por nós sentida assim

E o vento que apenas bagunçava meus cabelos
Se torna enfurecido, eis que um tornado se cria
Levando sádicamente minha momentanea alegria
De que valem pensamentos tão magníficos se não posso tê-los?